Eventos celebram em todo o mundo o I Dia Internacional de Histórias de Vida

Com o apoio de mais de 150 organizações de 30 países, pessoas das mais diversas regiões do mundo se reuniram para celebrar pela primeira vez, no dia 16 de maio e ao longo do último fim de semana o I Dia Internacional de Histórias de Vida. Da Polônia ao Brasil, dos Estados Unidos à Palestina, de Itajaí, em Santa Catarina, a Rondon do Pará, no Pará, diversos eventos realizados sob a coordenação do Museu da Pessoa, criado e dirigido pela empreendedora social da Ashoka, Karen Worcman, e do Center for Digital Storytelling, com sede na Califórnia, Estados Unidos, marcaram a importância da valorização, pela sociedade, da história de vida de cada indivíduo.

Organizado por um grupo internacional de pessoas e organizações que acreditam na importância de ouvir, coletar e compartilhar histórias de vida como parte fundamental do processo de democratização da cultura e de transformação social, o I Dia Internacional de Histórias de Vida incluiu círculos de histórias e exposições de histórias de vida em locais públicos utilizando os mais diversos formatos, tais como fotografias, textos, vídeos e áudios; eventos para homenagear contadores de histórias, mestres da cultura popular e griôs, além de reuniões virtuais para promoção de trocas e difusão de histórias de vida e de documentários sobre histórias orais nos mais diversos meios de comunicação.

“Queremos que este dia seja especialmente dedicado à celebração e à promoção de projetos voltados à preservação das memórias e histórias de vida que tenham provocado mudanças em bairros, comunidades e na sociedade como um todo. Seja ajudando a coletar uma história local, encorajando jovens a compartilhar suas histórias usando mídias digitais ou fazendo uma exposição sobre histórias de vida. São diferentes estradas para um mesmo destino”, declarou Karen.

Eventos
Em São Paulo, sede do Museu da Pessoa, o I Dia Internacional de Histórias de Vida foi marcado por uma série de eventos que tiveram início no dia 12, com rodas de histórias e gravação de histórias de vida, e prosseguiram no dia 15, na PUC-SP, com a mesa redonda “História falada: Memória e oralidade”, com debate sobre o papel da história oral no mundo acadêmico e em projetos sociais a partir das reflexões e experiências de pesquisadores e instituições. No dia 16, o Museu da Pessoa encerrou as celebrações com uma reunião dos depoentes do projeto Ponto de Cultura cujos depoimentos foram efetuados entre 2006, 2007 e 2008e com o lançamento do livro “Uma história muito linda: Perpetuando a Rede LAC”, uma edição apoiada pela Fundação Avina do Brasil e pelo Museu da Pessoa que relata a história da Rede de Mulheres Rurais da América Latina e Caribe.

Em Itajaí SC, a Fundação Genésio Miranda promoveu o Seminário Audiovisual Memória e Identidade, com eventos em vários locais da cidade, e apresentou a peça “A casa do sótão ao porão”. Em São Paulo, a organização Saúde e Alegria, do empreendedor da Ashoka Wellington Nogueira, promoveu uma roda em que palhaços contaram casos, pequenas histórias e lembranças que reuniram nas as inúmeras visitas e jogos realizados em hospitais ao longo de 16 anos da atuação da organização. Em Uberaba MG, o Instituto Agronelli de Desenvolvimento Social promoveu durante todo o dia um evento que incluiu exposição de histórias de vida e autobiografias de 150 crianças; além de entrevistas e apresentações de artistas regionais. Maiores informações sobre a programação realizada em diversas cidades do Brasil e do exterior no I Dia Internacional de Histórias de Vida, acesse http://internationaldayblog.storycenter.org

por Ciano Norões
fotos Divulgação

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