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Ailton Krenak
Perfil criado no momento da entrada de Ailton Krenak para a Rede Ashoka em 1987.
Através do Núcleo de Cultura Indígena, Ailton Alves Lacerda, mais conhecido como Ailton Krenak, luta pelos direitos das populações indígenas, com especial foco na busca de soluções para a questão da posse da terra e dos problemas de saúde, educação e [...]
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Ailton Krenak
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Programa de Planejamento Estratégico Ashoka-McKinsey chega à quarta etapa
Nos dias 13 e 14 de fevereiro aconteceu mais uma etapa do Programa de Planejamento Estratégico Ashoka-McKinsey. Foram dois dias de trabalho intenso entre as nove organizações participantes e dezessete consultores da McKinsey and Co. Na quarta, e penúltima, fase do Programa muita discussão a respeito de captação e das atividades planejadas para os próximos cinco anos.
O evento começou na manhã de sexta-feira no SESC Vila Mariana, em São Paulo. Em uma grande roda, os empreendedores sociais contaram suas impressões sobre o impacto do PPE em suas organizações. A opinião geral foi a de que o trabalho é grande, mas que, no fim, todos estarão prontos para dar um salto em suas organizações.
A boa percepção dos parceiros e investidores sobre o planejamento que está sendo feito com a orientação dos consultores da McKinsey também foi muito falada. A empreendedora social Jacira Melo, do Instituto Patrícia Galvão, resumiu em essa impressão. “Parece que essa coisa de planejamento estratégico é muito bem vista”, disse.
Depois de compartilharem todas as expectativas e todas as experiências era a hora de começar a trabalhar, de fato, nesta etapa. “Agora é a hora de transformar o que vocês vêem (nas organizações) na prática do dia-a-dia”, disse Hélcio Tokeshi, ex-AP da McKinsey.
As atividades foram iniciadas com um assunto polêmico: a captação de recursos e os negócios sociais.
Em uma conversa com a diretora da Ashoka Brasil-Paraguai, Mônica de Roure, e com a presidente da Artemísia, Kelly Mitchell, os empreendedores sociais, assim como os outros membros de suas organizações, debateram a dificuldade de captação de recursos que se tem hoje em dia. A mudança de cenário de investimentos e a crise econômica mundial foram dois dos motivos apresentados para a diminuição dos investimentos sociais.
Uma nova forma de captação, baseada em parcerias e não em patrocínios foi um dos caminhos apontados para driblar essa escassez de financiamentos.
Outra solução apresentada foi a criação de negócios sócias. Empresas que têm, sim, fins lucrativos, mas que busquem melhorar a qualidade de vida da população através da comercialização de serviços e produtos. Um modelo que combina a vontade de mudança das ONGs com as práticas lucrativas empresariais e, de forma responsável, contribui para a transformação social.
Foi o gancho para uma tarde que prometia.
Os participantes foram convidados a pensar em suas visões do futuro. Como as organizações estariam daqui a cinco anos, em 2014? Qual seria seu impacto? Seus recursos? Suas atividades?
Era o aquecimento para uma discussão em grupos – três grupos com os participantes de três organizações em cada um deles – em que cada um exporia suas expectativas para os anos que virão.
Como acontecera de manhã, era a hora da ligação com a realidade. Uma oficina ajudou os empreendedores a entenderem os mecanismos mais eficientes para estabelecer os preços de seus serviços e produtos, dependendo de suas estratégias e interesses.
Mais conversas, dúvidas, esclarecimentos. O dia chegava ao fim. Era a hora da mão na massa.
Para o sábado, uma lição de casa. As organizações precisavam apresentar um cronograma de atividades – que as levariam àquele ano de 2014 – e um fluxo de caixa que tornariam essas atividades viáveis.
Hora de ir. Mas só por uma noite. A manhã chegaria com muito mais coisa para fazer.
A manhã de sábado começou chuvosa na cidade, mas nem por isso a vontade de trabalhar era menor. Dessa vez todos se encontraram no escritório da McKinsey and Co.
Sozinhos com os mesmos consultores que as acompanham desde o início do PPE, as organizações passaram longas horas conversando sobre atividades, cronogramas, fluxos de caixa. O que fazer? Como fazer? Em que momento fazer?
Uma manhã de trabalho que iluminou os caminhos a serem seguidos. Trouxe certezas para uns e dúvidas para outros, mas que, certamente, mostrou a todos que o trabalho feito nas três outras etapas tinha sido bem feito e que, a partir de agora, as coisas começariam a tomar mais forma.
Com a tarde, o encontro chegava ao fim. Mas o trabalho não.
Uma oficina ajudou a construir as métricas de todo o planejamento feito. Dicas sobre como acompanhar as atividades e ver se elas estão no rumo certo. Se tudo aquilo que foi pensado está funcionando. E, se não, como ter um plano de emergência para corrigir o prumo, ou até mudar de estratégia para se chegar aonde se quer.
A noite veio. Aí sim o encontro chegava ao fim. Era a hora de se despedir, com a sensação de dever cumprido. Era a hora de ir para casa pensando em tudo o que foi falado, aprendido. Sabendo que a quinta, e última etapa, não está longe e que todos estarão ali chegando ao fim de uma longa, mas proveitosa, caminhada.