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- Lúcia Nader
Perfil criado no momento da entrada de Lúcia Nader para a Rede Ashoka em 2008. Lúcia Nader criou um sistema de acompanhamento e monitoramento para garantir que as decisões no âmbito da diplomacia brasileira tenham efeitos benéficos na promoção e proteção dos direitos humanos. Com seu sistema, a diplomacia cidadã, Lucia estimula o fortalecimento e o [...]
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Alzira Rufino dos Santos
Perfil criado no momento da entrada de Alzira para a Rede Ashoka em 1991.
A Casa de Cultura da Mulher Negra (CCMN) foi criada em Santos por um grupo de militantes, entre as quais Alzira Rufino dos Santos, para demonstrar que unidas, as comunidades negras podem ampliar sua base econômica, promover a auto-estima e potencialidades de seus integrantes, bem como influir na elaboração de políticas públicas. A organização tem como principais linhas de ação o combate à violência doméstica e racial, a promoção de campanhas, seminários e a capacitação de mulheres, educadores, profissionais de saúde, policiais e lideranças comunitárias. Também atua em projetos de geração de renda com especial foco em mulheres.
Alzira sempre demonstrou sua capacidade de liderança, seja na escola ou após a graduação em enfermagem, quando criou uma associação de enfermeiros e enfermeiras de São Paulo. Os problemas que enfrentou por ser negra durante o trabalho como enfermeira a fizeram abandonar a profissão para lutar contra o racismo e pela valorização do negro. Mudou-se então para Santos, fundou a CCMN e, com artigos publicados na imprensa local, provocou um crescente envolvimento da mídia, do poder público e da comunidade nessas questões.
A CCMN deu visibilidade política às mulheres negras da baixada santista e influiu na aprovação de várias leis municipais e uma federal relativa à questão racial. A sua atuação levou a criação de uma comissão permanente sobre a questão da mulher, na Câmara Municipal. O trabalho da CCMN na área de saúde e violência doméstica estimulou a criação de programas na rede de saúde em vários municípios de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro e de uma Rede Feminista de Saúde e Direitos Reprodutivos em vários estados brasileiros.