Josilene Brandão da Costa trabalha para que os quilombolas possam promover o resgate cultural e econômico de suas comunidades, que guardam os últimos vestígios da cultura escrava no Brasil. Na Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Quilombolas (Conaq), Josilene combina seu trabalho pela implementação da reforma agrária com a influência na elaboração de políticas públicas e esforços locais para engajar os quilombolas na busca e na preservação de sua identidade.
Os habitantes das comunidades formadas por escravos fugitivos vivem em condições de extrema pobreza. A falta de condições de sobrevivência acaba por fazer com que os jovens emigrem para as cidades, abandonando seus locais de origem, além de destruir a identidade e a auto-estima dos quilombolas, antes orgulhosos da resistência negra à escravatura.
Filha de descendentes de escravos que por serem analfabetos foram enganados por latifundiários e perderam suas terras, Jô cedo se conscientizou dos problemas dos quilombolas. Também cedo teve a experiência da discriminação racial, mas sempre se sentiu deslocada da experiência negra tradicional do Brasil. Em sua militância, decidiu priorizar o trabalho com crianças quilombolas, na tentativa de recuperar e preservar os valores dessas comunidades.
Josilene criou nos quilombos brinquedotecas que catalisam uma série de processos de mudança social e esforços de organização comunitária. Elas fortalecem a identidade e incentivam os quilombolas a promover a melhoria da qualidade de vida em suas comunidades. Josilene cria linhas de produtos com base na herança cultural quilombola e nos recursos naturais, promovendo a geração de renda e a fixação dos quilombolas em suas terras. O seu trabalho fortalece e amplia a ação do Conaq e desperta a atenção para os problemas da criança quilombola em todo o país.
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Josilene Brandão da Costa
Josilene Brandão da Costa trabalha para que os quilombolas possam promover o resgate cultural e econômico de suas comunidades, que guardam os últimos vestígios da cultura escrava no Brasil. Na Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Quilombolas (Conaq), Josilene combina seu trabalho pela implementação da reforma agrária com a influência na elaboração de políticas públicas e esforços locais para engajar os quilombolas na busca e na preservação de sua identidade.
Os habitantes das comunidades formadas por escravos fugitivos vivem em condições de extrema pobreza. A falta de condições de sobrevivência acaba por fazer com que os jovens emigrem para as cidades, abandonando seus locais de origem, além de destruir a identidade e a auto-estima dos quilombolas, antes orgulhosos da resistência negra à escravatura.
Filha de descendentes de escravos que por serem analfabetos foram enganados por latifundiários e perderam suas terras, Jô cedo se conscientizou dos problemas dos quilombolas. Também cedo teve a experiência da discriminação racial, mas sempre se sentiu deslocada da experiência negra tradicional do Brasil. Em sua militância, decidiu priorizar o trabalho com crianças quilombolas, na tentativa de recuperar e preservar os valores dessas comunidades.
Josilene criou nos quilombos brinquedotecas que catalisam uma série de processos de mudança social e esforços de organização comunitária. Elas fortalecem a identidade e incentivam os quilombolas a promover a melhoria da qualidade de vida em suas comunidades. Josilene cria linhas de produtos com base na herança cultural quilombola e nos recursos naturais, promovendo a geração de renda e a fixação dos quilombolas em suas terras. O seu trabalho fortalece e amplia a ação do Conaq e desperta a atenção para os problemas da criança quilombola em todo o país.