Gilberto Dimenstein

testando cidade/y
Experimentar Comunicações
Área Primária: Participação Cidadã
Área Detalhada: z

Perfil criado no momento da entrada de Gilberto Dimenstein para a Rede Ashoka em 2006.

Pode-se dizer que o jornalismo social brasileiro passou por diferentes fases no Brasil, muitas das quais foram influenciadas e alteradas devido à forte influência de Gilberto Dimenstein. A primeira dessas fases, nos anos 80, foi a de inserção de um jornalismo mais investigativo, onde a maioria das matérias era marcada pela parcialidade de jornalistas empregados em cargos públicos e, muitas vezes, envolvidos com questões políticas. Gilberto, já trabalhando na Folha de São Paulo (jornal na época mais liberal), trouxe o processo de investigação profunda dos casos para suas matérias e também começou a se envolver com matérias mais polêmicas, como exploração sexual de meninas, violência e exclusão social de crianças e jovens nas periferias das cidades.

Logo em seguida, Gilberto percebeu que deveria fazer mais do que investigar; precisava “dar voz” a essas pessoas excluídas. Passou a desenvolver o que hoje se conhece como jornalismo comunitário, trazendo essas pessoas para os meios de comunicação, tornando-as ativas no processo de comunicar, dando legitimidade aos veículos de mídia e fazendo com que as matérias fossem realmente verídicas e não somente reflexo da análise do entrevistador. Seu trabalho, além de dar voz a uma população anteriormente excluída, mudou o jornalismo social e sua forma de ver e lidar com os problemas sociais. Sua estratégia deu visibilidade a essas pessoas e também a seus os problemas que ficavam escondidos. Nesta fase o jornalismo passou então a ser uma ferramenta de articulação, protesto contra exclusão social, reivindicação de direitos, combate a maus tratos, entre outros avanços. Pode-se dizer que o jornalismo comunitário tornou-se uma das principais ferramentas políticas da população marginalizada.

Sempre preocupado e envolvido com crianças, jovens e educação, visitando os melhores projetos no Brasil e no exterior, Gilberto começa a ir além do jornalismo e cria, em 1997, uma organização para trabalhar com um novo conceito de educação: a escola aberta Cidade Escola Aprendiz. Localizada em um bairro que mistura diferentes classes sociais de São Paulo, a Vila Madalena, o Aprendiz alia educação formal e informal, envolve as crianças e jovens de diferentes classes em atividades extra-curriculares de comunicação, webdesign, promoção social e que torna bem sucedido por trazer a comunidade do bairro para este processo. Outro destaque está em suas  parcerias com o setor privado, contribuindo que este grupo pense seu papel como agente de desenvolvimento social. Este trabalho tem sido disseminado em outros, bairros e países pelo Unicef, como um novo modelo de educação.

Gilberto vive em constante processo de criação na área de educação. Sua mais recente empreitada está na construção de sua visão de pedagogo social. Onde acredita que cabe aos empreendedores sociais e lideranças de ongs a formação de professores de escolas públicas de como trabalhar a comunidade e questões sociais.

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